segunda-feira, 25 de julho de 2011

É UM CONTO – NÃO INTERESSA SE É INFANTIL OU NÃO – parte VII


Mesmo em festas bem organizadas como esta, tem que acontecer algo que dá bronca (se bem que é isso é que dá piada à festa). Há festas cujas falhas de organização já são calculadas ao milímetro, com todo o rigor por essa mesma razão, para que nada falhe. São contratados especialistas em falhas, gafes e outras situações do género, isto para que tudo corra bem. Acontece que o especialista contratado foi o Peninha; não foi a primeira escolha (porque ele nunca é) – o Gaston Lagaffe, embora apresentasse provas dadas, falhou no principal, isto é, não apareceu! O Peninha, embora seja profissional nesse sector, comete erros desses e, aparece, e faz com que tudo falhe, não só as falhas programadas. È tão bom, tão bom, que com ele não há nada que dê certo,  inclusive as falhas. Bem, esta não falhou…
A iluminação da festa era vanguardista, embora não tendo sido o Peninha a desenhá-la e instalá-la, mesmo assim deu merda. Era chamada de ILUMINAÇÃO PIRILAMPICA EM SÉRIE. Passo a explicar: A SININHO – iluminação de eventos SA, foi a empresa contratada; estava bem cotada no mercado. Acontece que, com o decorrer da festa, o Peninha fez aquilo para que tinha sido contratado e … apresentou a Sininho ao Dumbo; já se conheciam porque trabalhavam para a Disney e tinham-se conhecido num casting em que o Peninha fazia de Morcego Vermelho. Foi um desastre, como é apanágio do Peninha. Ora, foi amor à primeira vista, esvoaçaram logo os dois dali pra fora e… foi um ver se t’avias”.
Desaparecida a Sininho, e como era iluminação em série, as outras pirilampas deixaram de funcionar e “deram asas à imaginação”, e deram de frosques. Dizem fontes mais ou menos bem informadas que elas deixaram de fazer iluminação de eventos porque eram mal pagas pela Sininho (recebiam em caipirinhas) e foram iluminar mentes, por indicação do sindicato, com ligações jacobinas. Dizem outros que foi aqui que começou aquela corrente de mentes eléctricas e electrizantes, apelidada de iluminismo… que é medida em VOLTaires.
… quanto à Sininho, chegou a ver-se numa outra produção cinematográfica da Disney, como atriz principal (deixando o Peter Pan que se tinha entregue á bebida, após o divórcio com a wendy)… muito devido a cunhas do Dumbo… e viveram felizes para sempre – embora a Sininho confidenciasse que já não podia ver a sua tromba… ela era a luz dos seus olhos, “embora eles não tivessem nada em comum, o sexo era muito bom” confidenciou ela a uma revista cor-de-rosa.
Não é preciso descrever a confusão que se gerou, nos momentos de penumbra seguintes, apenas iluminados pela lua cheia… - peço desculpa, não era lua cheia porque, por engano da empresa de catering, parte dela tinha sido servida aos convidados em acepipes de queijo.
Quando a iluminação foi reposta, ou seja, acendidas velas feitas com cera recolhida dos ouvidos dos convidados pela Abelha Maia, a situação já era diferente. A Cinderela tinha desaparecido e não foi dada nenhuma credibilidade ao Pinóquio quando disse que a tinha visto entrar para o WC com o Zé Lobo.
O príncipe correu tudo à procura dela (e do Zé Lobo???), só a viu entrar no elevador deixando entalada na porta umas bonitas cuecas  de brilhantes. Ao que tudo indica, por ter ficado assustada com as 12 barulhentas pancadas dadas pelo DJ de serviço anunciando a meia-noite.
Não se sabe se, no elevador o Zé Lobo a acompanhava. Contudo, a Famel que tão pouco passava despercebida não mais foi visa no parque de estacionamento.

domingo, 24 de julho de 2011

CONTOS (VÁ-SE LÁ SABER SE SÃO INFANTIS, OU NÃO) PARTE VI


Convém agora dar uma breve ideia do começo desta história, que tão mal contada chegou aos nossos tão pouco selectivos ouvidos, e da qual já sabemos parte do final.
Quero entretanto deixar bem claro que, o direito de resposta por parte do príncipe não foi entendido pelo autor como contendo ameaças, antes sim como um apelo à correcta narração dos factos passados.
O nascimento do príncipe foi um momento muito aguardado por todo o reino; as “vozes de burro” eram muitas, que indicavam a impossibilidade do rei gerar um herdeiro ao trono. O gosto em rondar as estrebarias do castelo por parte do rei, gosto esse que já teria sido herdado do seu pai e que, por longos que fossem os capuzes que usasse, as orelhas de burro não conseguia disfarçar dos seus súbditos, diziam as más línguas destes últimos (que por serem más, tantos e tantos deles não as conseguiram conservar).
A verdade é que, o herdeiro do trono acabou por nascer e os receios, para além de estúpidos foram infundados – o  príncipe nasceu com umas belas orelhas – não de filhote de equino mas das mais belas orelhas que já se viram a ornamentar a cabeça de um príncipe.
A infância e a juventude do príncipe trouxeram-lhe o cognome de encantado, de tão encantador ele ser. Todos nós homens, sabemos que o ideal de beleza reside nas mulheres e nas suas melhores formas femininas – se bem que todos nós, é muita gente…. O príncipe era belo, e que belo era este príncipe! O seu escudeiro era também um belo jovem da nobreza; língua já ele não tinha! Por um infortúnio qualquer, o rei fez com que ele a tivesse perdido, por ter dado com ela nos dentes… acerca da paranóia do príncipe por chouriços – só não perdeu mais nenhuma pendureza por grande intervenção do príncipe.
Era chegada a hora de o príncipe contrair matrimónio, por muito que ele discordasse dessa opinião, dando o exemplo do príncipe do Mónaco, se bem que a opinião geral não via semelhanças entre eles.
Foi neste contexto que a rainha se saiu com a ideia de organizar uma festa/baile com concurso de beleza, com a ideia de encontrar a cara metade do príncipe encantado.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CONTOS NADA, MAS MESMO NADA INFANTIS PARTE V

 DIREITO DE RESPOSTA

Venho pelo mesmo meio que recebi a ofensa, mostrar a minha indignação e apelar ao bom senso, bem como à veracidade dos factos narrados.
A imagem transmitida de mim e da que é, actualmente, a minha esposa e minha real consorte, não são – em nada – as mais correctas. Quero acrescentar que a Cinderela garantiu-me que, todo o tempo que esteve com o Sr. José Lobo, foi com um sentido altruísta, com o intuito de o desviar do crime e do caminho do mal. Relativamente à falta de roupa interior, respondo que só mentes maldosas como a do autor destes contos, consegue associar ao sexo. Essa omissão deve-se à sua natureza humilde e à pobreza de recursos com que foi habituada e que a levava a prescindir da sua roupa mais íntima. Essa mesma justificação posso eu garantir pela minha própria experiência uma vez que tais hábitos lhe ficaram mesmo após a mudança de condições e após o casamento. Muitas foram as vezes em que eu – inadvertidamente – dei com ela sem a mais íntima das suas roupas, muitas das vezes até em companhia masculina, pois tais hábitos subsistiram.
Não queria que, informações fornecidas por mim – e dadas de boa fé – fossem deturpadas por um qualquer autor mal intencionado e sem escrúpulos. Após aconselhamento legal de quem tão bem direccionou os Irmãos Metralha (a quem aproveito para agradecer) leva-me a alertar o narrador de tão inverosímeis actos da minha amada e meus, para as consequências nefastas que estes poderão ter para a pujança sexual de quem os relata.
Concerteza que entenderão o ridículo transcrito por tão energúmeno narrador que, embora o seja, saberá corrigir a malvadeza feita que, decerto, foi oriunda dos meus poucos mas acérrimos inimigos. De hora em diante aqui estarei para que a castidade (que eu garanto) e bondade da minha mui fiel esposa

NOTA DO AUTOR

Não! Não foi por qualquer ameaça feita às minhas mui pudendas parte; Não, não foi por um qualquer exercício (induzido) da minha imaginação acerca de supositórios gigantescos; não, muito menos por qualquer comparação que me tenha sido feita entre mim e eunucos habitantes de um qualquer castelo… Não! Este engenho não foi aguçado por tal necessidade. Houve sim um erro de escrita que por tal peço imensas desculpas – a vós meus caros leitores (vós os 5 e o Tim) e ao Príncipe e sua maravilhosa consorte. Gralha, sim, gralha; Só por tal razão poderiam ser interpretadas palavras ditas de um príncipe tão pouco ornamentado (a não ser pela coroa) [e tão bem que lhe fica na cabeça – a coroa}, e de sua tão boa e generosa e benfeitora consorte.
Os episódios que se seguirão irão demonstrar a filantropia de tão reais personagens.
Embora o rigor da narração não me tenha abandonado há, por vezes, fontes mal intencionadas que me levam a uma descrição imprecisa.

sábado, 9 de abril de 2011

CONTOS QUASE INFANTIS - PARTE IV

Bolas, com tudo isto que tem ficado dito, no final das contas, a rainha da festa era mesmo a Cinderela. CINDERELA! Podia-se dizer, sem qualquer perigo de inexactidão da Cibdy que era …. , …. , … uma bonita mulher. Chamava a atenção pelas suas mini-saias; pelas suas mini-saias e pela “exuberância” da sua roupa interior – ou pela falta dela. Mas esta noite, não era essa a razão da sua “exuberância” – pelo menos por agora. Parece que ela tinha comido um cogumelo alucinogéneo… e logo aquele que era a casa do chefe dos Estrunfes – os actuais Smurfs. Isso causou-lhe uma reacção NADA alérgica, antes pelo contrário! “Estava em pulgas”, ou com as irmãs diziam – “estava com o pito aos saltos”. A coisa que mais lhe interessava naquela noite, era o concurso de ligerie – está no papo – dizia ela – e não era só por causa do Piercing. Sabia igualmente que tinha adversárias de peso… Só a Popota é que não tinha à partida grandes aspirações; ela também só tinha concorrido por responsabilidades contratuais de publicidade que tinha com uma empresa de supermercados. Não ter (hipo)teses era o que as outras diziam para desmoralizar; O argumento dela era que poderia haver “membros” do júri que preferissem hipopótamos a cabras ou vacas…

A grande vantagem da Cinderela era conhecer grande parte dos “membros” do júri mas, concorrendo o Capuchinho vermelho…. Tinha plena consciência que as lolitas eram preferidas às boazonas, por muitas braguilhas. As rivalidades com a gaja do capucho não se ficavam por aqui; a Cindy divertia-se imenso (coisas de mulheres) em ver o namorado dela – o Zé Lobo – a salivar e a uivar cada vez que a via, e não só… os olhos arregalavam-se, as orelhas espetavam-se…

O príncipe… ela gramava bué do príncipe. Ele era o presidente do júri. Encantador este príncipe, era um belo de um prémio, educado, giro, simpático, … e a melhor qualidade de todas: era rico! Afinal, c’os diabos… era um príncipe!

Princesa!... esse título assentava-lhe que nem uma luva! As cadelas das irmãs iam-se roer de inveja.

Mas com esses atributos todos, quem lhe fazia molhar as cuequinhas de brilhantes que trazia vestidas eram os feios, porcos e maus - “Aquele Zé Lobo e toda aquela maldade que ele tinha entre as pernas… ai, ai”!

sábado, 2 de abril de 2011

CONTOS QUASE INFANTIS - PARTE III

(quer gostem quer não gostem, eu acho que não ainda não tem qualidade para lhe deixar de chamar ensaio)


O Zé Lobo Mau tinha plena consciência que estava a arriscar-se muito em ir a esta festa. Quem o manda fazer disparates?! Está-lhe no sangue! Mas essa de ser apanhado pelo Srek na cama com a Fiona ultrapassou os limites, tinha a cabeça a prémio.

Se à Fiona o Srek tinha perdoado porque, para falar a verdade, a Fiona sabia de coisas que ele tinha andado a fazer com o Burro (que nada abonam à moralidade desta estória); contudo, ao Zé Lobo Mau, naaaaão! Mas falam entredentes que os desentendimentos entre os dois começa bem antes, diz-se que o sucedido com a Fiona – que ninguém desmentiu – não foi mera causalidade, por o Zé Lobo Mau já desde o primeiro filme do Srek (desde a invasão do pântano) que “gostava de se enfiar na cama dele, vestido de avóxzinha”….não! Tal teria sido mesmo um acto de vingança entre os dois. Passo a contar o que se diz: A namorada do Zé – namoravam já desde crianças – tinha que passar no pântano do Srek para chegar à casa da sua avó, a madame MIN, que tinha fama de bruxa (dizem)! Correm boatos que num dia em que a avó do Capuchinho Vermelho (era assim que chamavam a miúda), estava com a menstruação – e quando ela estava com a menstruação, não se conseguia levantar da cama – algo aconteceu que deixou o Capuchinho Vermelho conhecido para a posteridade. Como tudo se passou ao certo, ninguém sabe, há várias versões do sucedido que rivalizam entre si pela posse da verdade, mas as que interessam aqui, são as que os protagonistas da estória acreditam. Ora, o Zé lobo, (Mau foi só depois deste caso) ficou com a fama de ter feito “coisas Más” ao Capuchinho e à avó, sabendo ele que tinha sido o Srek. Nunca existiu o caçador que salvou o Capuchinho e a avó, do lobo mau, como também nem sempre o Srek terá sido um Ogre! Esta é mesmo uma História longa, cheia de contornos difíceis de distinguir. Crê-se – mas não se sabe a certeza, porque é sempre muito complicado fazer acusações deste tipo – que a avó do Capuchinho, a Madame Min, era uma bruxa, e que teria sido ela a transformar o Srek em ogre, por este ter abusado sexualmente das duas. Mas, como tudo, não se sabe onde está a verdade, seja lá o que isso for….

Resumindo: O Zé ficou com as culpas numa estória, de algo que ele sabia nunca ter feito… e acredita piamente ter sido o Srek.

O Srek, por sua vez, nega ter alguma vez ter feito mal ao Capuchinho e à avó, até porque não se dá muito bem com o vermelho… e que é ele que tem razões de queixa do Zé, pois foi muito amigo dele, deixando-o inclusive dormir lá em casa, quando já estava com copos a mais para conduzir (sobre isto há outras versões/ boatos que não interessam nada para esta história).

Após todo este enredo, esteja onde estiver a verdade, percebe-se que há animosidades a mais entre os dois. O Zé conhecia o Srek bem demais! Sabia do seu carácter vingativo; mas, sabia também que, sendo o Srek um gentleman, nunca nesta festa iria armar confusão. Foi por isso que se arriscou a vir.

Porque é que foi à festa? Isso é outra questão! Todos sabemos – ou pelo menos temos essa impressão – que a Cinderela é… como dizer… “boa cumomilho”. O Zé fizgou-a logo naquele dia que lhe tinha dado boleia na sua moto.

quarta-feira, 30 de março de 2011

CONTOS QUASE INFANTIS - PARTE II

(continuo a ensaiar)

A Lara Croft estava lixada com a Barbie (lixada é favor), pois esta tinha espalhado o boato que ela tinha feito uma orgia com toda a equipa do Benfica, da colecção de cromos da Panini. Boato que lhe tinha custado o namoro com o Corto Maltese.

Podia-se dizer que Lara era uma mulher vingativa que, mesmo depois de ter revelado o segredo mais intimo da Barbie – O Calimero era fruto de uma noite escaldante entre ela e o Pato Donald – nesta noite não ia deixar escapar o Ken; ele já estava meio grogue, pois já tinha comido quase uma caixa de Mon Cheri. Contudo o Ken não era anjinho nenhum, tinha convencido a Barbie a ficar em casa – ele já a levava fisgada. Queria a todo o custo vingar-se do Pato Donald, já que ele estava embarcado, juntamente com o Popeye, num submarino novo da marinha portuguesa, numa operação ultra secreta, de uma jogo de batalha naval entre o Merlin e o senhor dos anéis. Esse plano não lhe tinha corrido de feição já que a Margarida não tinha aparecido, pois andava nas bocas do mundo, desde que tinha rescindido o contrato com a Disney e ido trabalhar para a Warner. A notícia tinha caído como uma bomba no meio artístico. Diz-se entre dentes que tal tinha motivações sexuais; ora, o Pato Donald como embarcadiço que era, passava muito tempo fora, tempo esse bem aproveitado pela Margarida com o Bugs Bunny e… todos nós conhecemos a reputação que gozam os coelhos… É claro que à Margarida os boatos da ligação entre o Pato Donald e a Barbie não lhe caiu bem, negando ele sempre ter acontecido alguma coisa – até porque o Calimero é preto e que, quem tinha andado enrolado com a loira teria sido o Duffy Duck. A Barbie, por sua vez nega a pés juntos (coisa de louras) nunca te-se enrolado com o Duffy, pois ele fazia-lhe lembrar o seu ginecologista. Tretas! O Duffy não tinha nenhum tio rico como o Donald.

segunda-feira, 28 de março de 2011

CONTOS QUASE INFANTIS (ensaio)

PARTE I

Quando olhou para o relógio que tinha deixado enfiado nas meias de liga, e viu as horas, a Cindy teve um ataque de Pânico. - …dasse! É quase meio-dia, quando a minha madrasta descobrir que eu não dormi em casa, não me dá mais guito p’á ganza. – O Zé Lobo Mau ainda roncava. Os vizinhos já tinham aprendido (da pior forma) a não reclamar quando ele chegava tarde e com companhia. Acordou-o, de mansinho, que é a melhor forma de acordar um lobo feroz como o Zé. Antes de a levar a casa, ele ainda a leva à lua (mais uma vez).

Na sua Famel Zundapp, toda artilhada (kiko platinado, depósito verde, onde abrilhantava um grande dragão a “amar” uma águia, rodeados por um grande coração vermelho, assento em coiro, tubo de escape duplo revestido a madeira de cerejeira, os pneus do mais vanguardista que se viu, feitos do mesmo material que a NASA utiliza nos preservativos para os astronautas, comprados na TV Shop, protecção contra a geada(e outras coisas) feita à mão pela sua avó, a raposa salta-pocinhas, de lã de ovelhas virgens seleccionadas do deserto do saara, kit acessório para noites mais … regadas que inclui para a roda dianteira uma bengala branca e vermelha e para a roda traseira, duas rodinhas. Ou seja, um ex libris dos motociclos! –Adiante - disse-lhe então a Cinderela, pondo o capacete Shoe com duas asas, inspirado no do Asterix. Chegada a casa, entrando pela porta das traseiras, o que levou o Zé Lobo Mau a dar um sorriso malandro; se bem que o Zé não estava autorizado a entrar pela “porta de trás”, uma vez que essa era também a porta da pocilga. Deu meia volta e resolveu ir tomar o petit dejener à taverna do Peter Pan.

Cinderela estava lixada! Quando a sua irmã, a Branca desse por falta da roupa interior com brilhantes, que um dos seus sete namorados lhe tinha oferecido… estava feita! Ela tinha cá um feitio! Sabia lá ela agora onde as tinha deixado! Só sabe que quando chegou a casa do Zé já não as levava vestidas. – Estou cá com uma daquelas dores no rabo… nunca mais bebo tequilla! – Quando a madrasta a viu agarrada ao rabo com uma cara de leite estragado, não deixou de comentar: - mau, mau, eu já te disse que o Pinóquio é um sacada mentiroso, se o apanho outra vez no teu quarto, dou-lhe uma daquelas esfregas, que ele nunca mais mete o nariz onde não é chamado! – Não seria a primeira vez que ela que dava uma esfrega daquelas, que o Pinóquio tanto gostava! Ela ainda estava “aí para as curvas”…

quarta-feira, 16 de março de 2011

Não, não concordo com tanto disparate que se tem dito acerca de Portugal e dos portugueses.

O orgulho que devemos ter de Portugal encontra-se bem vincado nos 3 elementos fundamentais que definem um estado soberano: População, território e poder político.

Quanto à população, o orgulho de ser português deixa-nos sem palavras, somos um povo em que os seus feitos do passado serão tão grandiosos que de forma alguma os poderemos igualar, ainda que seja num futuro longínquo. Somos o povo escolhido pela divina providência para acolher Alberto João Jardim e o comendador Fuck Berardo e do pé direito do Cristiano Ronaldo (e já agora do esquerdo); sim e que temos a honra de poder chamar Portugal à Madeira. Somos um povo de brandos costumes e de fortes pielas. Somos o povo que tem a comandar os seus destinos o Maior politico do mundo … e, já agora, de todos os tempos. Somos o país dos 3 F’s, e o mais importante é que nenhum dos F’s é de F***dos. O país onde que vive do futebol, vive para o futebol, não interessando mais nenhum desporto e que consegue ter os 3, repito, os 3, maiores clubes do mundo (um maior do que os outros) e pasmem-se, nem existe rivalidade entre eles, mas um respeito recíproco entre os adeptos suplantada apenas pelo relacionamento entre dirigentes.

Isto e muito mais. Espero que sirva de exemplo.

E (não sei porquê), não podia deixar de mencionar Santana Lopes.

terça-feira, 15 de março de 2011

POUPAI-NOS Subtítulo: Ou ide-vos lixar

Todos nós sabemos que o país se encontra numa situação difícil. Mais..! Os portugueses – quem realmente conta em Portugal – estão numa situação – que dizer meramente desagradável parece um eufemismo…

Dei comigo a matutar em que poderia eu ajudar… e aqui estou. Que melhor forma poderia ter senão dar [sinónimo de oferecer] os meus mui doutos conselhos ao nosso muito primeiro dos ministros. Quais? Energuminava-me eu, na ausência de respostas a uma tão divinal quanto pueril vontade! Encontrei um esquiço de resposta! O que de melhor teria eu a fazer seria direccionar a minha capacidade analítica para encontrar forma de o governo poupar os nossos tão parcos recursos dando-lhe alternativas sucedâneas.

Encontrei, em seis áreas distintas da governação, seis formas de reduzir gastos. Seis brandas maneiras de conseguir a redução por parte de quem tem, por nós, a muito nobre tarefa, por muito nobre ser a definição clássica de governação de um povo.

[trocando por miúdos]

Já cá se sabia que estamos na merda. Os portugueses, essa saloiada que habita Portugal, dizer que estão fo[censura]por serem apoiantes do Sócrates deviam ser pendurados de cabeça para baixo pelos testículos (quem não os tiver, não se preocupe que se arranja uma forma bué da macabra para ser pendurado).

Parti os cornos a pensar como iria eu gozar com a estupidez dos gajos? fo[censura] … santa bejeca! Encontrei! E se eu torcesse, assim a modos que fosse difícil para os gajos do governo perceberem, porque são burros, umas ideias estúpidas que eles, sendo estúpidos, se sentiriam estúpidos por não as terem tido antes? – BOA, Put…. Q… A PA… [CENSURADO]. Não era preciso dar tão cabo dos cornos… para ter esta ideia de caca. Bem, agora só faltava era ter as tais ideias. Isso era a parte mais fácil, pois de tão ruins que são, não foi preciso pensar muito.

Então, segui o exemplo do gajo, ou seja, quando fui à cagadeira, aproveitei para ter ideias… e não é que elas saíram!? Foi um ver se te avias… o problema /vantagem das minhas é que não são publicadas em Diário da República… por enquanto!

Aqui ficam elas:

PRIMEIRA –SAÚDE – Diminuição da quantidade de cola utilizada nos pensos dos hospitais.

Quem não sofreu já na pele os efeitos secundários desse desperdício de cola? As mulheres poderão estar habituadas (se bem que para níveis de dor tão elevados só mesmo elas) …. Aquelas brincadeiras que fazem com a cera…

SEGUNDA – ENSINO SUPERIOR – Permitir / tornar obrigatória a entrega de exames por fax, email, ou em qualquer estação de correios ou até, nos postos Galp aderentes. Esta medida para além de permitir poupanças substanciais nos gastos com o ensino, iria proporcionar-nos primeiros-ministros mais eficientes.

TERCEIRA – FORÇAS ARMADAS – Implementação do “método Solnado” – Deveria ser fornecido por todas os soldados das nossas forças armadas um KIT (kit económico) contendo uma bala, um rolo de guita e moscas (o cavalo têm que comprar eles por questões de higiene).

QUARTA – OBRAS PÚBLICAS – Expansão do estrondoso sucesso das portagens virtuais para auto-estradas virtuais. Ora, como é conhecido, A ideia das portagens virtuais, consiste em efectuar o pagamento de portagens sem a necessidade de construção de infra-estruturas físicas. Pegando nesse conceito, não haveria a menor necessidade de construção da “infra-estrutura física” ou seja, da própria auto-estrada.

QUINTA – ECONOMIA/FINANÇAS – Utilização do método de orçamentação comummente denominado de “pato bravo”. A implementação deste método traduz-se na diminuição de avultadas despesas ao nível da orçamentação, estudos de viabilidade – económica, financeira, ecológica ou nem-por-isso – estudos estes que são meros estrangeirismos recentes aos quais os portugueses nunca estiveram acostumados pois utilizavam um único estudo o “a olho”. Este método aumenta também a rapidez de execução, bem como a diminuição das derrapagens.

SEXTA – SEGURANÇA INTERNA – Testes de alcoolemia: banir das nossas estradas esses aparelhos de medição, altamente sofisticados – incompatíveis com as qualificações das nossas forças policiais – utilizando técnicas de análise qualitativa americanas; exemplo: fazer o quatro, andar numa linha recta imaginária, levar o indicador ao nariz com os olhos fechados (sem ser para tirar burriés), etc. Nota: este método já se encontra previsto na nossa lei, pelo que não seria preciso gastar rios de dinheiro na elaboração de estudos de análise à aprovação de uma lei deste tipo.

sábado, 29 de janeiro de 2011


A tristeza espelhada nos seus olhos, a expressão de conformismo, num misto de raiva controlada, que atentamente encontramos nos seus rostos atípicos.

Não posso acreditar que, vendo a mágoa, o sofrimento, o frenesi dos movimentos das sapateiras, santolas, lagostas, caranguejos, entre outros crustáceos, barbaramente chamados de marisco, que se encontram em recipientes de vidro, por essas cervejarias afora, possam, consigam, ou tenham vontade, não… coragem em mastigar semelhantes criaturas, acompanhados por esse “utensílio de mesa” barbaramente utilizado – refiro-me ao martelo.

Não tenho palavras para expressar tamanha revolta que sinto pela brutalidade desprovida de qualquer resquício de … vergonha, pudor, ou de gratidão que seja Pelo menos).

Vejam as condições de vida em que se encontram… não são condições de vida, é antes armazenamento!

Eu sei que nunca se deram ao trabalho de olhar frente-a-frente para uma sapateira e tentar ler-lhe nos olhos o turbilhão de sentimentos que lhe vai na alma; a raiva que ela sente por ti, cada vez que vê os mesmos dentes que, passados uns minutos acabarão com a miserável vida que é a dela. Ou seja, o carrasco que põe termo ao seu sofrimento, foi a razão de ser dele mesmo…

Não quero deambular por aí falando deste e daquele que nos dão tanto prazer e de quem não têm o mínimo de agradecimento que seja o do reconhecimento da vida que este prazer tira.

Eles amam, eles odeiam, eles, no fundo sentem, estes crustáceos.

Outros haverá… já pensaram no sofrimento que causaram àquele caracol, no meio daquelas centenas que comem, SÓ PARA ACOMPANHAR AS CERVEJAS…que o cozeram, que o afogaram… e para ser mais apetitoso, teve de ser uma morte lenta! A adrenalina que fica no corpo do caracol que sabe que vai morrer é um petisco…

Não menosprezem o que não conseguem compreender; a culpa da falta de entendimento é vossa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Que pranto é este sem proveito, que por ti, em mim se encontra, desprezado seria se amaldiçoado não fosse. Por ti Genoveva, prostrada te encontras, escanchada te mostras, pecado, pois pecado… se Deus quisesse e se Alá deixasse, quais cem ou duzentos ou até mil que fossem, os ouros que tu pedes. Pedes pouco Gertrudes, que outras antes de ti, do agacho em que me pus… e de tal forma o mostrei… ai, que dor nele fiquei! Ai que belas elas são, e que boas elas andam, isto até rimava com coração (mas coração não ponho em nada do que eu escrevo), ponho antes Conceição, que para boa nada lhe falta; - bolas Conceição, tu sabes fazer muito melhor com a boca, do que essa treta que é falar. Esta não foi alternativa, nem sequer alternadeira – a bem dizer, muito lhe faltava – coisas que os olhos comem e a boca apalpa. Rápido foste Andreia, se rápido de tântrico se pode falar, que o dia seguinte ontem pareceu, de tanto havia para comer… e se comeu .Hooo Silvéria, que macaco me pareceste, quando só este galho largaste, quando noutro já te agarraste. Porque não me agarrei eu a ti, Joana? Que no nome de mim levaste pontos, já que guerreira tu eras mas… porquê tão santa? Deixavas os pontos atrás serem dados noutro lugar… tu sabes. Nesta espécie gosto claramente de formas arredondadas, mas não redondas – silicone, silicone, que queres que pense de ti? – o que adianta tentar se… ora… a cabeça está noutro lugar?! Se calhar é melhor ir-me embora; doeu, doeu, mas passas bem sem analgésicos (eu bem tentei). Aclaraste-me as ideias tu, teu nome não digo, embora claro ele esteja; teu músculo sentimental é grande, e bom; mas, mas, comendo os olhos o que comem, não comem tanto como tu… e olha que comem muito… Tu também foste com a tua beleza transbordante que os teus felinos olhos verdes espelhavam, quem neles o seu ego queria alimentar; não me deste tempo, deles não me esquecerei, de ti… desculpa-me. Não poderia viver com elas se delas pudesse viver; por muito que tivesse dito, pouco ficou por dizer para quem, não por pouco que pensassem eu ter dito, mas pelo muito que haveria a dizer, por isso deixo o dito pelo não dito. O que haverá para dizer? Serão elas a nossa vida (principalmente o que faltará nela); será então o vazio em que nos encontram, diferente do vazio em que nos deixam? Acho que sim… agora digam-me: quem nunca soube, será o mesmo de quem, não sabendo já se esqueceu? Esta é a lei; por 1 que faça mal, 10 pagá-lo-ão, ainda que mal não tenham feito. A nossa natureza? Não sei! O mal é construído em pirâmide invertida em que, se destruirmos o vértice, as outras mulheres esmagam-nos! Mulheres? Mal? Porque será que escrevi mulheres? Bolas, eu estava a falar de outra coisa…

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CICLONES... E OS DO CONTRA


Sinto-me na obrigação de partilhar tão tenebrosa informação. Não, não me sinto com forças de aguentar sozinho este fardo que é o conhecimento. Falo-iam voçês? Sigam os factos.

- não sentem mudanças do nosso clima? Aquelas mudanças que os velhotes dizem que..."já não me lembro de ver..." (sem estar a falar dos deficientes visuais, claro);

Cheias, tornados, retornados (não, esses não), furacões, furacõezinhos e ventanias começaram a andar por aqui - por isso começaram a ver de norte a sul a plantação de ventuinhas prá EDP.

- Reduções dos vencimentos para funcionários do contnente...mas não para os funcionários açorianos, porque eles..., bem, porque eles...ora, vocês sabem do que eu estou a falar...

Entre estas e muitas outras anormalidades, (como seja o Mário Soares ao fim de 80 anos começar a dizer 2 ou 3 frase seguidas com sentido... e sem estar a dormir)

Não chegam lá? Simples. Saberão vossemecês o que nos permite ter este clima assim, do género, a atirar pró tropical, ou o que nos impede de ter daquelas atitudes tempestivas do clima? NÃO, Não são as rezas a S. Pedro! Pois bem, deixemo-nos de suspanse; É O ANTICICLONE DOS AÇORES, ou seja, é o centro de altas pressões daquela área. Poderiam perguntar: Mas esses centros também pertencem à SONAE? Pelo menos este centro não pertence…

A função dele era não deixar passar nenhuma porcaria (meteorologicamente falado), vinda das Américas.

Vossemecês saberão se ele ainda se encontra por lá?

OU:

1.º - Não poderia ele ter sido vendido, locado, [digo locado porque não cheguei a nenhuma conclusão acerca da mobilidade dele, ou seja, sendo ele móvel estaríamos a falar em aluguer… mas, se não for, se ficar quietinho temos que falar em arrendamento… o que, digamos… não existe doutrina nem jurisprudência sobre anticiclones] trespassado, cedido (seja a que título for), comodatado…. a um desses países visitados pelo nosso primeiro, tendo como causa… sei lá… a dívida???

2.º - Terá ele salários em atraso e pedido rescisão do contrato com justa causa?

3.º - Ter-se-á apaixonado, amantizado, juntado, ou casado[livrem-nos de tal], com uma qualquer tempestade tropical (brasileira, quem sabe?) que lhe tenha feito olhinhos?

4.º terá ele feito as malas e ido embora – emigrado – para outro país do norte da Europa onde saibam dar o devido valor ao seu trabalho…

Bem…. Isto é só uma pequena ajuda para reflexão.

Ponho esta fotografia ao lado porque é uma fotografia muito bonita, belíssima. Podia ter posto uma com rosas, flores, coraçõezinhos… mas optei por esta. Não tem nada com o assunto… NAAAA…

Mais uma coisa…. A.A. (Anticiclone Açoriano), se me estiveres a ouvir (ou a ler), como és um centro de altas pressões (sabe-se lá onde…) quando tiveres anticiclonezinhos, eu gostaria que me convidasses para padrinho.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010


Fosse esta nota interpretada como sendo um qualquer devaneio sobre nutricionismo, seria a interpretação demasiado redutora – pelo menos do ponto de vista de quem a escreve. Assim, dá-se largas à interpretação de quem a lê, olhando-a como bem entender – como faz, aliás, como o resto da sua vida.

O nutricionismo moderno vêm-nos dizer que devemos variar na nossa alimentação (por assim dizer, porque já vem desde a invenção da roda – a dos alimentos). Temos claramente hoje em dia as gorduras animais como as más da fita da nossa alimentação e as verduras como as boazinhas. Isto quase que me parece como ponto assente.

Tenho a opinião que os restantes animais não têm essa preocupação com a variedade dos alimentos que ingerem, senão vejamos: já viram alguma vez um leão arranjar um problema conjugal quando a leoa lhe chega lá outra vez com uma zebra? – Zebra? Outra vez? Isso foi o que me deste a semana passada…. Porque não me trouxeste uma gazela?... estava-me mesmo a apetecer gazela… já viste que a tua amiga teve esse cuidado?

Pois é!...

Vamos ao caso dos herbívoros. Aqui o problema que se pode pôr é-o, como podem calcular, com moldes inversos. Uma vaca pode passar o tempo todo a comer do mesmo tipo de erva; concerteza que falando a nossa língua (e não língua de vaca), não justificaria o seu semblante melancólico com uma alimentação pouco variada….

Seremos nós capazes de justificar todas as nossas diferenças com o nosso pretenso racionalismo? – Concerteza que somos!

Fiquemo-nos pela vaca. Há quem diga que “a diferença da vaca para as outras pessoas está no facto que ela, aquilo que come, come duas vezes”. Eu poderei encontrar mais algumas…

Sabemos que os maiores animais do planeta são herbívoros… também sabemos que os maiores animais humanos provavelmente não o são…

Diz-se ainda que a riqueza da nossa alimentação pode-nos evitar doenças; é por aí… a falta de ingestão de lacticínios pode-nos trazer, por exemplo, uma doença chamada de osteoporose – por outro lado, acho que nos vão faltando animais adultos que façam do leite uma bebida activa na sua dieta alimentar. A natureza não sendo perfeita, também não é assim tão desleixada… a vaca, por exemplo, só anda nas verduras e veja o leite que ela não tem…

Debrucemo-nos agora sobre as dietas humanas: não nos esqueçamos do que ficou dita atrás sobre a relação que existe entre o tamanho dos animais e a sua dieta alimentar. Outro ponto de vista têm os meus semelhantes focando essencialmente o controlo do peso na ingestão de gorduras. Parece-me que a este ponto de vista falta-lhe um bocado de visão. Sendo certo que no nosso corpo a maior parte da energia dispendida vai para o aparelho digestivo, exercício físico e actividade cerebral; a conclusão a que chego é que certas pessoas não pensam e não levantam o rabo da cadeira.

Vejamos agora, apenas em sentido metafórico, não que haja maior propensão para qualquer das causas invocadas anteriormente – claramente não – as mulheres, e a sua relação com as verduras; sim, porque a elas é atribuída uma fama de conseguirem o primeiro prémio (de 2) no que toca à preocupação com o peso. Acho que me estão a seguir até aqui… considero que não será errado dizer que haverá mais mulheres com uma relação muito estreita com as verduras do que homens. Pelo que ficou dito, problemas derivados com a ingestão de leite não terão concerteza, pois como vemos nas vacas que, por um qualquer processo que desconheço, convertem erva em leite. Lógico que o que me ocorre logo é que as verduras fazem crescer os peitos… é natural que, tendo o corpo da mulher uma grande importância para o sexo do homem - digo, sexo masculino – contudo, se virmos bem as coisas, as consequências são desastrosas…

Deixo uma reflexão para esse sexo: preocupem-se aqueles que, orgulhosos, assistem à dieta das companheiras, à base de verduras, com a nítida preocupação do peso e de colocar as curvas no sítio correcto, pois essa alimentação só as fará aproximar das vacas. Certo é que, quanto mais vaca uma mulher for, maior é a tendência para o companheiro ser bovino.

Preocupante?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O decreto-lei que obrigava as panificadoras a reduzir os níveis de sal no pão, já se fez sentir; claro que isso aconteceria sempre após a sua entrada em vigor, mas falo das consequências para ale do que aí se encontra previsto. As gordas dos jornais anunciavam já uma subida no preço do pão, em cerca de 20%. Era de prever, mas não podia deixar de acontecer, uma vez que era uma das grandes bandeiras deste governo.

A medida peca por tardia, dizem uns, eleitoralista, dizem outros. Certo é que se aproveitou das férias dos portugueses, que vasculhando no bolso de trás, conseguiram encontrar os trocados necessários para se poderem pôr de papo para o sol. Mas os portugueses não perdem pela demora…. Não senhor! Outros decretos estão na calha para serem aprovados em conselho de ministros. Um diz respeito à redução da quantidade de farinha utilizada no pão e o outro vai mesmo mais longe, impondo limites à quantidade de água que as panificadoras poderão utilizar no fabrico do pão.

A maior associação de fabricantes de pão e de bolas de berlin vendidas na praia já preparou um comunicado onde demonstra a sua preocupação com a percentagem na subida do pão que tais medidas poderão levar. Alerta ainda para a necessidade que poderá haver em colocar mais um zero na percentagem, uma vez que os dois que consensualmente se colocam nos 100% poderão não ser suficientes para a subida do preço que tal medida pode acarretar.

O sector da construção já veio a público alertar a opinião pública que tal facto seria muito mais grave e de consequências inimagináveis (pelo menos por agora, uma vez que o membro mais imaginativo faltou à reunião por se encontrar de férias no Algarve). Se tal conceito se viesse a aplicar no sector da construção, o preço das casas dispararia inevitavelmente para preços nunca antes vistos.

Os fabricantes de roupa, por seu lado, dizem que há muito pedem para que tais medidas sejam aplicadas no seu sector, pois ao aplicarem menos tecidos nas suas confecções, ser-lhes-ia aberto u mercado até agora fechado às confecções portuguesas – a China – dada a pequena estatura dos chineses.

Vamos ver a coragem deste governo….

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Apetece-me deixar aqui um outro ponto de vista sobre um assunto que parece que nunca esteve tão em moda como agora – A SAÚDE e a LONGEVIDADE. Hoje em dia é crítica frequente aos devaneios do corpo (e mente) sobre o que, supostamente, faz mal à saúde, sendo esta um bem essencial à vida – que varia na razão inversa à propensão para a morte. Ou seja, por outras palavras, a falta dela pode-nos levara à morte. Sim, à morte… o contrário da vida (ainda que dela seja parte integrante). Não estou a ser exagerado!

Alguém que fume, num ponto de vista bastante frequente, outra pessoa dirá sobre aquele “habito” que estará a “pregar mais um prego no caixão”; caixão esse que ficará mais presente por cada bebida que tome. – Vais morrer, dizem eles, Sim, e tu não, vais ficar cá para a sementeira, sim, mas só mais tarde….Olha, olha, mais um guru que já prevê a morte… Certo, tudo bem, prevejo ao longe a critica: há um que chega a velho e o outro ficará bastante longe desse resultado; mas pergunto: haverá algo que fará mais mal à saúde do que a velhice? dessa eles não se lembram…de qualquer forma não a evitam – é um vício que lhes estraga a vida! É, nos dias que correm, a maior causa de morte. Será por isso que esses puritanos a evitam? Não, querem-na mais do que tudo; e para lá chegar abdicam até de viver; e depois… morrem de velhice. Os que vivem não condenam os que escolhem - digo – os que tentam conseguir essa forma de morrer; mas estes, por seu lado, criticam os que vivem. Parece que é um concurso de mortes em que o primeiro prémio vai para… a velhice, e todos querem ganhar a medalha. Bem, todos é muita gente…. É gente a mais!

Lembrem-se: viver muito faz um mal terrível à saúde que vos leva – indubitavelmente – à morte.

Não há morte mais certa do que esta…

Não se trata de revelar um segredo. Trata-se, isso sim, em explicar o porquê de muitas das vezes esta situação aparece vinda do nada.

Homens – e também mulheres – sofreram na pele as consequências do poder maléfico deste anti-heroi (o qual tenho muitas reticencias em revelar o nome).

Ele ataca certos homens que, inconscientemente se lembram de o chamar e aí ele consegue derreter qualquer barra de aço, por muito dura que seja, numa flácida e pouco consistente matéria.

- Estão com uma mulher deslumbrante, daquelas que só a leve possibilidade em ter cqualquer contacto com ela revertem o processo de evolução do homem de homo sapiens para homo erectus… MAS, ali está ele, na expectativa e pensando “será que vou ter sorte?”, ela já o sabe, mas é claro que não lho vai dizer, assim sem mais nem menos… o mercúrio está agora numa altitude pouco aconselhável para termómetros que meçam o calor humano; é aqui que le se apercebe: “vou ter mesmo sorte”. Aqui surgem interrogações que, sem mais nem menos, até por vezes pouco ou nada justificadas, que nos atormentam aquela parte do cérebro que, por mais que tentemos não conseguimos controlar: “e se eu não corresponder às expectativas?”; “ e se, porventura – nunca me aconteceu – ele falar na hora H”? pronto, estragou tudo, chamou o banana man e ele apareceu, com o seu poder hiper-utra-mega psíquico que consegue tornar flácido, o que antes, pela sua consistência prometia envergonhar ao corte a mais profissional das motosserras. A simples ideia da sua existência é um chamamento mais eficaz que o holofote do Batman no meio da noite.

O ataque é rápido e letal provocando danos irreparáveis naquela noite.

- “Como tal foi acontecer”? – pergunta ele – “foi a primeira vez que tal me aconteceu” – replica. Nisto, ela, não sei se por maldade natural ou se por puro desejo de vingança, começa a atribuir justificações ao sucedido, sendo que à cabeça aparece a mais usual: “isso acontece a todos, não te preocupes” ou “deves estar cansado, foi por isso”... entre outras de semelhante malvadeza.

Nem ele nem ela sabem porque aconteceu, e de uma forma tão rápida, quando tudo parecia estar a correr bem. Ambos não sabem da existência do Banana man, ou do seu ataque. Ele não se apercebe do chamamento que fez e, uma vez chamado, outras lhe seguirão, porque o receio em voltar a aparecer é o suficiente para que ele apareça mesmo - o mero pronunciar do seu nome – que deveria ser mantido secreto – poderá ser prejudicial.

Não há conselho a dar, porque qualquer será inútil pois poderá ser lembrado e aí….

segunda-feira, 21 de junho de 2010

http://afinalaculpaedosespanhois.blogspot.com/

Sabendo eu que não existe qualquer interesse na matéria mas, vendo-me obrigado por questões que se encontram ligadas ao respeito para com as duas pessoas que vêm ler o que aqui é escrito (uma delas sou eu - a outra seja ela quem for, alguma razão muito forte terá), vejo-me obrigado a informar que, de hora em diante deixarei de culpar os espanhóis neste blog, sendo que essa culpa passará para um outro. Não que diminua a culpa deles, antes pelo contrário...
assim...

ou então ponham a culpa em quem vos apetecer mas façam-no de forma sustentada e com rigor (quase sempre...bem, a maior parte das vezes; pronto, aqui e ali escrevi uma coisa que se diga - faz sentido- SE ACHAM QUE NÃO TEM RIGOR NENHUM, PORQUE É QUE AINDA CONSEGUIRA CHEGAR A LER ISTO? - Expliquem lá isto?). É por estas e por outras que eu não escrevo mais sobre espanhóis aqui. outras banalidades terão lugar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHOIS - PARTE XII - OS ALGARVIOS

CAPÍTULO XII – OS ALGARVIOS

O reinado do terceiro Afonso, poderia ser chamado de – mais do mesmo parte II ou III.

- Primeiro, porque foi o terceiro rei de Portugal consecutivo a ser excomungado (isto deve servir para explicar a teoria que agora somos uns excomungados em diversos sentidos, já vem mesmo de muito lá detrás). Não adianta estar aqui a explicar as razões para tal, porque é muito aborrecido (eu já estou propriamente aborrecido só por trazer o assunto à baila).

- Segundo, porque também, como aconteceu com outros antes dele, andou à nora com o casamento, mas neste caso, o terceiro Afonso soube bem dar a volta ao assunto.

- Terceiro, como tinha acontecido com o seu irmão, voltou a ter de lutar com os espanhóis que voltaram à carga pelo Algarve. Mais haveria mas…

Vamos falar desta última porque, afinal, foi por causa do Algarve que desta vez os espanhóis fizeram birra. Foi o terceiro Afonso que deu a machadada final aos marroquinos no Algarve (segundo se diz porque ainda hoje eles continuam cá). Não que a coisa estivesse a correr mal, tanto é que ele nas férias de verão ainda conseguiria fazer uns quantos filhos à filha do último Alcaide de Faro, que era moçárabe….

Os espanhóis estavam a dar-se mal com Ibiza, com a falta de cruzadas e situações conflituosas, a taxa de ocupação era agora muito baixa. Outras atracções que o foram, deixaram de o ser, para não falar que Pedro “o pedra” estava agora a fazer tijolo debaixo de terra. Uma atracção que tivera noutros tempos, e que fez muito furor, conquistando um mercado muito importante – que é o feminino – tinha sido a contratação de um D. J. de nomeada, pelo “pedra”. Tratava-se, nem mais nem menos, de mais um português que criou o conceito de “REIVE”, juntamente com o “Pedra”. Este D. J. era, na verdade, Dom João De Marco de Canavezes, A quem os espanhóis chamaram de “DON JUAN DI MARCO”. Com o desaparecimento deste, Ibiza afundou-se – não da forma como se afundou Atlântida, mas não deixa de ser um afundanço – sendo novamente suplantada pelo Algarve. Não é totalmente absurdo se dissermos que tal sucesso do turismo algarvio se ficou a deve a um tal de “Cama Rinha”. Não se sabe muito desta personagem mas o que alguns relatos históricos (quase, quase, mas mesmo quase de certeza que são históricos), dizem que era um macho lusitano que conseguia conquistar praças importantes do norte, ou seja, norte de África, seja norte da Europa – ou o norte de qualquer lugar, (uma vez que é sempre melhor do que o sul de qualquer sítio). Diz-se também que as suas “aptências” tinham haver com a língua… e também conseguia pronunciar-se muito bem noutros dialectos. Foi com ele que os ingleses começaram a vir para o Algarve, puxados pelas inglesas. Já que era um excelente intérprete dessa língua. É uma personagem de importância tal para o Algarve que, só não tem estátua no momento porque as inglesas insistiam em pôr-se em cima dela (dela, estátua).

Com isto tudo, os espanhóis não queriam deixar os portugueses ficar com os Algarves todos – deixavam ficar com os algarvios, mas com os Algarves, não! – o Camarinha podia ficar…

O rei português não aceitou, e por causa disto ainda andaram à bulha. O rei português dizia que tinham de ficar com os algarvios; os espanhóis, de forma alguma aceitavam ficar com eles – já os conheciam muito bem… Depois da querela, lá decidiram que, por muito que quisessem o Algarve, o facto de ficarem com os algarvios, deixava-os … (palavra começada por F). Assim, após mais uma reunião secreta, decidiram deixar os Algarves e os algarvios para os portugueses. Foi, afinal, mais um presente envenenado dos espanhóis. Nunca mais o Algarve voltaria a ser o que foi nestes tempos!

Esta decisão não foi propriamente consensual em Portugal, pois muitos eram da opinião que, de forma alguma deveríamos ficar com os algarvios. Esta foi a origem que a designação de Portugal teve por muito tempo – “Reino de Portugal e dos Algarves”.

Muitos espanhóis ainda tiveram problemas de estômago por engolir isto, uma vez que – ainda que percorrida toda a costa sul espanhola, ilhas incluídas, a beleza natural do Algarve só tem comparação na cabeça de dementes. Só que, como não há bela sem o seu senão – acordo era acordo – tinha que haver algarvios no Algarve. Com este acordo, os espanhóis asseguravam VIII séculos (e os que hão-de vir) da supremacia da costa do sol sobre o Algarve.

Pergunto: se isto não é tramóia da boa, então o que é?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHOIS - PARTE XI - OS ALGARVES

CAPÍTULO XI – OS ALGARVES

Agora – e como sempre – os espanhóis funcionaram como um pau de dois bicos. Se por um lado não disseram não a tão generosa oferta papal, por outro amantizaram-se com o rei de Portugal. A eles convinha-lhes a esta altura do campeonato que este rei conquistasse os Algarves aos marroquinos, para depois tomarem Portugal … e os Algarves, já com a papinha toda feita.

Complicado? Nem por isso. O que os espanhóis queriam era o Algarve. Se bem se lembram, de Pedro – o pedra, o primeiro presidente da CMVM que, por sinal tinha o seu maior comércio na região dos Algarves. Foi aqui que o conceito de férias começou e foi desenvolvido, mal desenvolvido, por sinal.

É importante aqui referir que as cruzadas feitas nesta altura à terra santa, por nobres de toda a Europa, tinham como ponto de paragem obrigatória os Algarves. Há documentos quase históricos que, embora não afirmando, mas também não desmentindo, que Ricardo, rei de Inglaterra, no tempo de Robim dos Bosques, lixou-se para Inglaterra, preferindo ficar por terras algarvias, podendo ter sido o primeiro turista inglês no Algarve.

Ora, Pedro, tio de Chncho, era o Algarve que ele queria. No entanto, estando ele ao lado dos espanhóis, atacando o norte de Portugal, pretendia ele o sul.

Metendo novos elementos no enredo, as coisas não correram de feição aos espanhóis relativamente ao Algarve. Tanto é que, entendido na matéria como era, acabaram por dar a Pedro a ilha de Ibiza para ali criar castelos de diversão nocturna que, dada a proximidade, era muito frequentada por “altas patentes da santa sé”. Embora os espanhóis não tivessem conseguido o Algarve (pelo menos num certo ponto de vista), com um português, acabaram por conseguir certo tipo de influências, sobretudo de Roma.

Com isto tudo, Chancho foi-se muito abaixo, principalmente com a última jogada dos espanhóis, em conluio com a “santa” sé.

Metem ao barulho mais um Afonso, um irmão do Chancho que andava por Bolonha, e até tinha sido cruzado e tudo.

Os espanhóis, por um lado, até apoiam Chancho e, com o papa, não desprezam Afonso. Aqui, a ideia dos espanhóis é lançar a confusão total em Portugal, dividindo para reinar. Não queriam que os portugueses se alongassem muito mais, pois queriam que lhes déssemos todo o espaço para eles se organizarem pois, diga-se de passagem, também não atravessavam os tempos mais fáceis.

Com a entrada de Afonso em Portugal os espanhóis levam o Chancho para Espanha que, após ter feito outro testamento, morre em Toledo – dá-lhe qualquer coisa que não se sabe bem o quê, nem se os espanhóis serão tidos ou achados nesta.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHOIS - PARTE X - OS EXCOMUNGADOS

CAPÍTULO X – Os excomungados

O segundo Chancho vem encontrar um reino devastado, sem alimentos e esfomeado. Falam alguns historiadores que tal ficou-se a dever a anos de más colheitas, consequente subida de preços e fome – eles que vão estudar mais um pouco, porque não percebem nada disto! Claro que, como já ficou dito atrás, com um rei a comer como um desalmado, pouco podia sobrar para a população, depois ainda acrescentam que o segundo Chancho era um rei fraco… pudera, desde tenra idade que só comia espinafres e mais espinafres. O pai via o filho franzino, comparado com ele e, como na altura apareceu por cá um marinheiro das Américas (um sitio que não se conhecia muito bem) – de se nome Popei – que comia muito daquilo, ora nem mais, é mesmo isto! Mas acontece que o puto não gostava nada, nada, mas mesmo nada de espinafres.

Prossigamos; “Le Roi est mort, vive le Roi”. Não foi bem assim, foi mais complicado. Aqui a trama adensa-se – trama dos espanhóis, tramados os portugueses. Vamos lá ver se percebemos bem a tramóia; sim, porque eu não sou espanhol para ter essa capacidade inata (digo, capacidade de tramar e, logo, de entendê-las).

Só passado um ano o novo rei foi coroado, e foi uma coroação tímida. Espanhóis, Papa, Bispos… o que queriam? Um bom refogado (ou estrugido, dependendo da zona). Teve de ser assim.

Aqui entram os conflitos com a igreja – ou melhor dizendo – agravam-se. Primeiro, foi Afonso – o Riques que, para conseguir manobrar os espanhóis e comprar o apoio da igreja, prometendo mundos e fundos à hierarquia cristã que, supostamente os que viriam a seguir teriam que pagar, até que o segundo Afonso deixou mesmo de pagar – e mais – para alimentar o seu apetite voraz ainda ia ás igrejas comer as hóstias todas. Não deixando nenhumas para mais ninguém. O vinho da eucaristia que o sacerdote utilizava no sacramento era feito com um garrafão (ou 2). Por esta razão, e não por outras, derivam as queixas ao Papa dos clérigos, sobre a decisão de o excomungar.

O Segundo Chancho também foi excomungado, mas por outras razões; estas já estavam ligadas aos espanhóis. Isto aconteceu quando o rei, sabido na matéria como era – não era desprovido de razão o facto de ele ser chamado de capelo – se apercebeu que os segredos da confissão que prestava aos religiosos acabavam nos ouvidos dos espanhóis. Fulo ele ficou…não queiram saber a reacção dele por inteiro. Não há mais confissões para ninguém; para além disso, foi acabando com os mosteiros por esse reino fora, que funcionavam como casas de alcoviteiros(as). Isso caiu mal ao Papa, que deixou de ter informações dos seus serviços secretos acerca de Portugal. Excomungou mais um rei e ofereceu as terras de Portugal a uma conquista espanhola.

segunda-feira, 29 de março de 2010

AFINAL A CULPA É DOS ESPANHOIS - PARTE IX - O PEDRA

O rei obrigou o ½ irmão Pedro (também chamado de pedra – irão perceber mais à frente) a dar de frosques para Espanha, conseguindo enfiar as 3 irmãs em conventos, com a legítima herança legada pelo pai no verdadeiro testamento.

Os registos que quase chegaram aos nossos dias não nos deixam perceber qual era exactamente o plano matreiro dos espanhóis, porque se encontram muitas contradições. Certo é que o pedra recebeu um prémio chorudo.

Acerca de Pedro de Portugal, também com o título de conde de Urgel – não sendo fundamental para o desenrolar da estória, é uma personagem interessante. Nesta versão da história que vos conto, quase, quase, quase inteiramente (ou pelo menos um bocadinho…) sustentada por documentos históricos, (outros estóricos), de indubitável valor, o pedra, irmão do gordo (mas, também, quem não o era?) [ver capítulo VI – o povoamento], era um passado do caraças. Metido desde muito novo no tráfico da chicha e do vinho [ver capítulo IV], enquanto presidente da CMVM, acabou por ficar com uma ligeira … - está bem… uma pesada – dependência, não só do vinho ou da chicha, mas também da vida boémia, metido constantemente em raves e castelos de diversão nocturna. Ou seja, funcionário do reino, salário chorudo, sem fazer grande coisa, resumindo, uma maravilha. Ele marcou uma geração inteira de funcionários públicos… e todos os que haveriam de vir.

sexta-feira, 26 de março de 2010

AFINAL, A CULPA É DOS ESPANHÓIS, PARTE VIII - O GORDO

Afonso, o gordo, não papou este testamento do pai.

Cumpre aqui explicar a origem deste cognome. Muitos historiadores atribuem a sua origem a uma doença que o afectou e que, passados 12 anos de reinado, acabaria por significar a sua morte.

Qual doença, qual quê!

Isso foi antes do Dr. Talon e da Coorporacion Dermoestética terem vido emagrecer os portugueses. Pois então… se comeres muito, vais engordar! Se bem que o Dr. Talon pouco tempo depois abria uma clínica em Portugal de afunilamento de reis, rainhas e periquitos, tendo por inspiração o sucedido com D. Afonso II. Como não havia de engordar? Comia que nem um desalmado, como se não houvesse amanhã…

Dois indícios de grande rigor histórico chegaram até nós. O primeiro diz respeito à razão pela qual o rei não acompanhava as tropas em batalha. A razão encontra-se exactamente aí. É que o rei comia o dobro de todas as suas tropas, não sobrando nada para os soldados, o que deixava os nossos soldados fraquinhos, que “nem se tinham nas canetas”. As tropas reclamaram e…como o rei passava o tempo todo a comer, lá o convenceram a ficar em casa – o que não desagradou o rei, uma vez que não andava a gostar do tempero da comida quando andava em guerra. Diga-se também de passagem, o poderio da maquina militar portuguesa diminuía circunstancialmente uma vez que, só em cozinheiros, ajudantes de cozinha, garçons especialistas em arrotos, de4abotoadores de braguilhas, entre outros, eram para cima de meio milhar.

O segundo diz respeito à falta de vegetação que se começou a verificar na altura em terras alentejanas. Ora, foi atribuída a razão de tal ao apetite voraz do rei. Ainda hoje a paisagem alentejana não conseguiu recuperar!

quarta-feira, 17 de março de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHOIS - PARTE VII - O TESTAMENTO

Se Dom Chancho teve uma estratégia, o reino de Portugal não perdeu com a demora. Os tempos que se seguiram foram infestados com tramóias espanholas. Só não foi pior porque o rei de Portugal ripostava convenientemente.

Dom Chancho na sua técnica de contra-ataque aos espanhóis, utilizando a arma secreta, conseguiu colocar duas filhas como rainhas de Leão e Castela. Dona Mafalda em Castela e Dona Tareja em Leão. Mas o plano deu para o torto. Com o que ele não contou foi que, não se pode controlar as vontades da mulher portuguesa – elas têm sempre a sua própria agenda.

Já lá vamos!

O que se encontra nos anais da história, é que Dom Chancho deixou em testamento a três filhas suas, praticamente metade do reino de Portugal. E mais! Fala-se que lhes deu o título de rainhas dessas terras!

Dona Mafalda foi Seia, para Tareja foi Montemor, (o mais antigo), para Chancha foi Alenquer, bem como os termos das vilas.

TRETAS!

Estes historiadores não percebem nada disto! Então será de crer que um rei português fosse tão estúpido ao pondo de, após as chatices do pai (e dele próprio) para consolidar o reino iria, assim sem mais nem menos, dar metade de Portugal às rainhas dos reinos inimigos? Olha que ainda há gente que acredita em qualquer treta que se lhe conte. Um português nunca é assim tão estúpido.

Em conluio o rei de Leão com o de Castela – depois de simularem uma guerra entre eles, para dar mais credibilidade – arquitectaram um plano matreiro para dividir irmãmente o reino. O plano consistia em falsificar o testamento de Dom Chancho, tendo como herdeiro três das centenas de filhas (a estória conta já com 622, sem contar com aquelas que se dizia que tinham os olhos, o sorriso e a barba do pai).

Era necessário um traidor! Mas quem? A melhor forma era anunciar em todos os meios de comunicação social (excepto no jornal de sexta), prometendo-se alvíssaras e arroz de pato a quem o encontrar. Devia também ser aberto um concurso, exigindo o envio de curriculum vitae, dos quais se escolheriam os 100 melhores traidores, realizando esta uma entrevista para apurar da sua verdadeira orientação sexual.

O vencedor foi Dom Pedro, filho de… - já adivinharam! (Bolas, estraguei a surpresa)! O traidor estava encontrado e o arroz de pato uma delícia.

Acertadas as condições salariais, prémios de produtividade, despesas de representação, descontos para a segurança social, cavalo da empresa, e senhas de combustível (para o cavalo, claro), era altura de por em prática a tramóia.

Falsificou-se então o testamento do rei povoador, onde três filhas ficavam com aquele território todo. O verdadeiro testamento deixava às três filhas, bens pessoais de elevado valor sentimental. Tais como uns colans autografados pelo próprio Robim dos Bosques, que tinha utilizado no campeonato do mundo de arco e flecha, uma indulgência papal, ao portador, que permitia a quem a possuísse, dar palmadas ao-de-leve no rabo da parceira e mesmo assim garantir a entrada no paraíso, um phripasse para entrada em qualquer castelo de diversão nocturna, com consumo ilimitado… entre outros objectos de grande valor, mas que, vá-se lá saber porquê, as 3 filhas não gostaram muito (excepto uma colecção bastante vasta de vestuário e utensílios de bundage, que as 3 guerrearam por ter, tendo feito as delícias das freiras lá no convento de Arouca).

Dom Pedro, com um crédito ilimitado na maior casa de judeus da península, conseguiu subornar o n.º de funcionários régios necessários à conclusão dos seus intentos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHÓIS - PARTE VI - O POVOAMENTO

Filho de Afonso, neto de Henrique, Chancho ficou conhecido por “o povoador”, já que, como diz o povo “filho de Afonso sabe povoar”. Segundo alguns estoriadores (não vamos dizer nomes), este cognome deve-se ao seu “empenho pessoal” no povoamento do reino. “quem sai aos seus não degenera” e Chancho não degenerou! Claro que em muitos casos aproveitou-se das conquistas do pai! Uns documentos históricos falam em centenas de descendentes, outros vão até aos milhares… Não tendo a espada do pai, tinha outros atributos e outros métodos. Falar-se em mouras encantadas é o mesmo que falar em Chancho.

Onde entram os espanhóis? Já lá vamos!

(Vamos lá ver se consigo explicar em termos decentes).

As espanholas tinham a mania de deixar crescer o bigode. Até aí os espanhóis não se importavam muito. Acho que pode até dizer-se que gostavam. Isto tem muito que se lhe diga, mas como não se pretende fazer deste relato uma descrição detalhada e exaustiva das preferências sexuais dos espanhóis, passamos adiante; (a menos que peçam com muito jeitinho)!

O problema era o seguinte: as pilosidades das espanholas não se ficavam pelo bigode. Acontecia que a tendência para grandes pilosidades estendia-se até às “bergonhas” que, aliadas à “escassez de água” tornavam-se hirsutos, logo – como dizer – impenetráveis!

Os espanhóis ganharam o gosto por fazer incursões por terras lusitanas dado aprciarem muito a fisionomia das lusitanas. Há aqui que dar uma explicação de um facto histórico. O que os ingleses chamaram mais tarde de “brazilian wax” foi, na realidade, inventada nesta altura pelas portuguesas e só posteriormente levada para o Brasil.

As portuguesas já “povoadas” pelo nosso rei, e com “a escola toda” conseguiam “fazer a cabeça” dos espanhóis e assim Portugal consolidou o seu estatuto de reino.

A estratégia do nosso rei era a seguinte: CONQUISTAR OS ESPANHOIS! Se na luta entre os homens não tínhamos a menor das hipóteses, teríamos que utilizar a arma secreta dos portugueses: AS PORTUGUESAS! Ela está equipada com técnicas de dissimulação, astúcia, falácia, argúcia, teimosia, … mestres na arte do engano, ludibriantes como mais ninguém cnsegue ser, conseguem convencer um homem (ou muitos) a fazerem exactamente aquilo que querem, sem que estes se apercebam. Toda uma série de atributos fundamentais no campo de batalha .

Plano de mestre, diga-se, abonando a verdade!

Restava-nos um problema: Se assim fosse, corríamos o risco de sermos povoados por semente espanhola. Não! Isso não podia ser! Foi aí que o rei decidiu fazer ele próprio o sacrifício do povoamento. Aliadas às características do nosso rei, referidas atrás, o nosso rei sabia como dar a volta às portuguesas! Coisa rara, aliás – raríssima.

O plano do rei foi mais adiante. A sua arte para a guerra dos sexos levou-o até Aragão. O que é que isto quer dizer? O povoamento do nosso rei foi mais longe! Ele estava cá com uma pujança que pretendia povoar o resto da península. Preferiu as aragonesas e do ducado da Catalunha, por serem menos, digamos… menos hirsutas. Foi tão bem sucedido que até se casou com uma delas, que foi rainha de Portugal – Dona Dulce, com quem teve 11 filhos.

Foi um balde de água fria para Leão e Castela, e o resto da península. Foi um balde de água tão grande que durante uns tempos os cabelos hirsutos das espanholas deixaram de o ser. Não foi por acaso que Aragão foi o primeiro reino a reconhecer Portugal.

Este plano fez com que os espanhóis durante o reinado do Chancho não tivessem conseguido nenhuma estratégia, de acordo com o plano ultra hiper, mega secreto de dominar os portugueses.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A CULPA É DOS ESPANHÓIS - V - A BATALHA DA SÂ MAMADA

Outros historiadores menos imaginativos afiançam que Travas era o nome de uma família. Seja como for! Acontece que Afonso não gostou que a mãe andasse na passa a fazer más figuras.

A páginas tantas, o filho chateia-se com a mãe. Uma coisa era andar na coboiada – ele próprio desde os 5 anos que andava nessas andanças – outra coisa era andar com caubois espanhóis! Isso deixou-o irritado; e com o seu bispo de estimação fugiu para… Espanha.

Fernão Peres (de Trava) era um enviado do primo do Afonso – agora imperador – para controlar as coisas por estas bandas. Afonso percebeu logo a marosca e deu de frosques para a Galiza. Com a ajuda do seu bispo de estimação Dom Paio, fez contra espionagem, ficando a saber em rigor o que há muito suspeitava estar a acontecer – os planos para controlar os lusitanos. Sabendo disto, desatou à espadeirada.

Ainda não percebemos porque é que a batalha entre Dona Tareja e Afonso se chamou (na altura, porque hoje chama-se de São Mamede) de Sã mamada. Um documento da época refere-se ao facto de Dona tareja ser apanhada com “a boca na botija”. De resto, não se sabe mais nada, são só suposições. Estes foram os piores tempos em que”nostros hermanos”mais se dedicaram à conspiração que, diga-se de passagem, era quando ela deveria ter sido bem feita; porque o ponto chave foi o Afonso que, sendo “um cá da malta”não se deixou enganar por aqueles tipos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A CULPA É DOS ESPANHÓIS PARTE IV

Quando tinha onze anos, Afonso deixou de ser o “Riquinho” da Mama. Tudo por causa da trava. Sim senhores… da trava! Passo a explicar:

No episodio anterior referimo-nos à importância das transacções com os mouros em paralelo com o vinho. Agora, vamos tirar o paralelo…

Apesar das desavenças religiosas, e até militares, - não nos esqueçamos que, volta meia volta iam fazer uma batalha juntos – as trocas comerciais na altura entre lusitanos e mouros eram o vinho, por um lado, e as chichas e acessórios, por outro. Aliás, era por causa destas trocas comerciais que se originavam a maior parte das batalhas entre os dois lados. Alguns historiadores acreditam que as desavenças tinham origem em questões religiosas e de território, patatipatata…não senhores, nada disso. Aliás, para evitar batalhas durante as trocas comerciais foi criado um mercado regulador da chicha e do vinho (CMVM), isto porque nenhuma das partes podia passar sem o que a outra tinha para trocar. Passados de um lado e… passados do outro, o que queriam? Claro que não dá boa coisa. Isto era a excepção, porque a regra era acabarem todos numa casa de strip a ver a dança do ventre…

ADIANTE!

Esta explicação foi importante para demonstrar a importância da trava na quezília entre filho e mãe. Para quem não sabe – e para quem sabe também porque, ao-fim-e-ao-cabo acaba por ler, eventualmente – a chicha é uma espécie de cachimbo de água muito utilizado pelos mouros – ou marroquinos; a chicha não é “a da culpa”, a responsabilidade das consequências (porque as há) é do que põem lá, ou seja, pode não ter água, e de tabaco pode ter pouco. Com o objectivo de, durante esse convívio os lusitanos não ficarem tão passados como os mouros, Afonso, tinha ele 10 anos, já no início da sua idade adulta, grande estratega militar – uma vez que teve dos melhores mestre em táctica, simulação, dissimulação, astúcia, sagacidade, etc. ou seja, as mulheres – ordenou que, fumar chicha, tudo bem, mas não travar! Isto porque desconfiava dos mouros e não queria ser apanhado à falsafé. Como poderia? Depois do seu TGV (transporte grande voador) que fazia o circuito de Guimarães a Rivus de Adens, explodiu em pleno voo tendo sido atribuída a culpa a um mouro munido com umas “coecas explosivas” que continham pra cima de 150 – repito, 150 – bombas de carnaval. Afonso culpou os mouros, - embora eles negassem a autoria do atentado, considerado como terrorista porque causou terror na população pelos transportes aéreos. Só muitos séculos mais tarde é que a população mundial (e não só) voltou a voar.