quarta-feira, 17 de março de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHOIS - PARTE VII - O TESTAMENTO

Se Dom Chancho teve uma estratégia, o reino de Portugal não perdeu com a demora. Os tempos que se seguiram foram infestados com tramóias espanholas. Só não foi pior porque o rei de Portugal ripostava convenientemente.

Dom Chancho na sua técnica de contra-ataque aos espanhóis, utilizando a arma secreta, conseguiu colocar duas filhas como rainhas de Leão e Castela. Dona Mafalda em Castela e Dona Tareja em Leão. Mas o plano deu para o torto. Com o que ele não contou foi que, não se pode controlar as vontades da mulher portuguesa – elas têm sempre a sua própria agenda.

Já lá vamos!

O que se encontra nos anais da história, é que Dom Chancho deixou em testamento a três filhas suas, praticamente metade do reino de Portugal. E mais! Fala-se que lhes deu o título de rainhas dessas terras!

Dona Mafalda foi Seia, para Tareja foi Montemor, (o mais antigo), para Chancha foi Alenquer, bem como os termos das vilas.

TRETAS!

Estes historiadores não percebem nada disto! Então será de crer que um rei português fosse tão estúpido ao pondo de, após as chatices do pai (e dele próprio) para consolidar o reino iria, assim sem mais nem menos, dar metade de Portugal às rainhas dos reinos inimigos? Olha que ainda há gente que acredita em qualquer treta que se lhe conte. Um português nunca é assim tão estúpido.

Em conluio o rei de Leão com o de Castela – depois de simularem uma guerra entre eles, para dar mais credibilidade – arquitectaram um plano matreiro para dividir irmãmente o reino. O plano consistia em falsificar o testamento de Dom Chancho, tendo como herdeiro três das centenas de filhas (a estória conta já com 622, sem contar com aquelas que se dizia que tinham os olhos, o sorriso e a barba do pai).

Era necessário um traidor! Mas quem? A melhor forma era anunciar em todos os meios de comunicação social (excepto no jornal de sexta), prometendo-se alvíssaras e arroz de pato a quem o encontrar. Devia também ser aberto um concurso, exigindo o envio de curriculum vitae, dos quais se escolheriam os 100 melhores traidores, realizando esta uma entrevista para apurar da sua verdadeira orientação sexual.

O vencedor foi Dom Pedro, filho de… - já adivinharam! (Bolas, estraguei a surpresa)! O traidor estava encontrado e o arroz de pato uma delícia.

Acertadas as condições salariais, prémios de produtividade, despesas de representação, descontos para a segurança social, cavalo da empresa, e senhas de combustível (para o cavalo, claro), era altura de por em prática a tramóia.

Falsificou-se então o testamento do rei povoador, onde três filhas ficavam com aquele território todo. O verdadeiro testamento deixava às três filhas, bens pessoais de elevado valor sentimental. Tais como uns colans autografados pelo próprio Robim dos Bosques, que tinha utilizado no campeonato do mundo de arco e flecha, uma indulgência papal, ao portador, que permitia a quem a possuísse, dar palmadas ao-de-leve no rabo da parceira e mesmo assim garantir a entrada no paraíso, um phripasse para entrada em qualquer castelo de diversão nocturna, com consumo ilimitado… entre outros objectos de grande valor, mas que, vá-se lá saber porquê, as 3 filhas não gostaram muito (excepto uma colecção bastante vasta de vestuário e utensílios de bundage, que as 3 guerrearam por ter, tendo feito as delícias das freiras lá no convento de Arouca).

Dom Pedro, com um crédito ilimitado na maior casa de judeus da península, conseguiu subornar o n.º de funcionários régios necessários à conclusão dos seus intentos.

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