Outros historiadores menos imaginativos afiançam que Travas era o nome de uma família. Seja como for! Acontece que Afonso não gostou que a mãe andasse na passa a fazer más figuras.
A páginas tantas, o filho chateia-se com a mãe. Uma coisa era andar na coboiada – ele próprio desde os 5 anos que andava nessas andanças – outra coisa era andar com caubois espanhóis! Isso deixou-o irritado; e com o seu bispo de estimação fugiu para… Espanha.
Fernão Peres (de Trava) era um enviado do primo do Afonso – agora imperador – para controlar as coisas por estas bandas. Afonso percebeu logo a marosca e deu de frosques para a Galiza. Com a ajuda do seu bispo de estimação Dom Paio, fez contra espionagem, ficando a saber em rigor o que há muito suspeitava estar a acontecer – os planos para controlar os lusitanos. Sabendo disto, desatou à espadeirada.
Ainda não percebemos porque é que a batalha entre Dona Tareja e Afonso se chamou (na altura, porque hoje chama-se de São Mamede) de Sã mamada. Um documento da época refere-se ao facto de Dona tareja ser apanhada com “a boca na botija”. De resto, não se sabe mais nada, são só suposições. Estes foram os piores tempos em que”nostros hermanos”mais se dedicaram à conspiração que, diga-se de passagem, era quando ela deveria ter sido bem feita; porque o ponto chave foi o Afonso que, sendo “um cá da malta”não se deixou enganar por aqueles tipos.
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