sexta-feira, 26 de março de 2010

AFINAL, A CULPA É DOS ESPANHÓIS, PARTE VIII - O GORDO

Afonso, o gordo, não papou este testamento do pai.

Cumpre aqui explicar a origem deste cognome. Muitos historiadores atribuem a sua origem a uma doença que o afectou e que, passados 12 anos de reinado, acabaria por significar a sua morte.

Qual doença, qual quê!

Isso foi antes do Dr. Talon e da Coorporacion Dermoestética terem vido emagrecer os portugueses. Pois então… se comeres muito, vais engordar! Se bem que o Dr. Talon pouco tempo depois abria uma clínica em Portugal de afunilamento de reis, rainhas e periquitos, tendo por inspiração o sucedido com D. Afonso II. Como não havia de engordar? Comia que nem um desalmado, como se não houvesse amanhã…

Dois indícios de grande rigor histórico chegaram até nós. O primeiro diz respeito à razão pela qual o rei não acompanhava as tropas em batalha. A razão encontra-se exactamente aí. É que o rei comia o dobro de todas as suas tropas, não sobrando nada para os soldados, o que deixava os nossos soldados fraquinhos, que “nem se tinham nas canetas”. As tropas reclamaram e…como o rei passava o tempo todo a comer, lá o convenceram a ficar em casa – o que não desagradou o rei, uma vez que não andava a gostar do tempero da comida quando andava em guerra. Diga-se também de passagem, o poderio da maquina militar portuguesa diminuía circunstancialmente uma vez que, só em cozinheiros, ajudantes de cozinha, garçons especialistas em arrotos, de4abotoadores de braguilhas, entre outros, eram para cima de meio milhar.

O segundo diz respeito à falta de vegetação que se começou a verificar na altura em terras alentejanas. Ora, foi atribuída a razão de tal ao apetite voraz do rei. Ainda hoje a paisagem alentejana não conseguiu recuperar!

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