quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Não se trata de revelar um segredo. Trata-se, isso sim, em explicar o porquê de muitas das vezes esta situação aparece vinda do nada.

Homens – e também mulheres – sofreram na pele as consequências do poder maléfico deste anti-heroi (o qual tenho muitas reticencias em revelar o nome).

Ele ataca certos homens que, inconscientemente se lembram de o chamar e aí ele consegue derreter qualquer barra de aço, por muito dura que seja, numa flácida e pouco consistente matéria.

- Estão com uma mulher deslumbrante, daquelas que só a leve possibilidade em ter cqualquer contacto com ela revertem o processo de evolução do homem de homo sapiens para homo erectus… MAS, ali está ele, na expectativa e pensando “será que vou ter sorte?”, ela já o sabe, mas é claro que não lho vai dizer, assim sem mais nem menos… o mercúrio está agora numa altitude pouco aconselhável para termómetros que meçam o calor humano; é aqui que le se apercebe: “vou ter mesmo sorte”. Aqui surgem interrogações que, sem mais nem menos, até por vezes pouco ou nada justificadas, que nos atormentam aquela parte do cérebro que, por mais que tentemos não conseguimos controlar: “e se eu não corresponder às expectativas?”; “ e se, porventura – nunca me aconteceu – ele falar na hora H”? pronto, estragou tudo, chamou o banana man e ele apareceu, com o seu poder hiper-utra-mega psíquico que consegue tornar flácido, o que antes, pela sua consistência prometia envergonhar ao corte a mais profissional das motosserras. A simples ideia da sua existência é um chamamento mais eficaz que o holofote do Batman no meio da noite.

O ataque é rápido e letal provocando danos irreparáveis naquela noite.

- “Como tal foi acontecer”? – pergunta ele – “foi a primeira vez que tal me aconteceu” – replica. Nisto, ela, não sei se por maldade natural ou se por puro desejo de vingança, começa a atribuir justificações ao sucedido, sendo que à cabeça aparece a mais usual: “isso acontece a todos, não te preocupes” ou “deves estar cansado, foi por isso”... entre outras de semelhante malvadeza.

Nem ele nem ela sabem porque aconteceu, e de uma forma tão rápida, quando tudo parecia estar a correr bem. Ambos não sabem da existência do Banana man, ou do seu ataque. Ele não se apercebe do chamamento que fez e, uma vez chamado, outras lhe seguirão, porque o receio em voltar a aparecer é o suficiente para que ele apareça mesmo - o mero pronunciar do seu nome – que deveria ser mantido secreto – poderá ser prejudicial.

Não há conselho a dar, porque qualquer será inútil pois poderá ser lembrado e aí….

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