quarta-feira, 16 de junho de 2010

A CULPA AFINAL É DOS ESPANHOIS - PARTE XII - OS ALGARVIOS

CAPÍTULO XII – OS ALGARVIOS

O reinado do terceiro Afonso, poderia ser chamado de – mais do mesmo parte II ou III.

- Primeiro, porque foi o terceiro rei de Portugal consecutivo a ser excomungado (isto deve servir para explicar a teoria que agora somos uns excomungados em diversos sentidos, já vem mesmo de muito lá detrás). Não adianta estar aqui a explicar as razões para tal, porque é muito aborrecido (eu já estou propriamente aborrecido só por trazer o assunto à baila).

- Segundo, porque também, como aconteceu com outros antes dele, andou à nora com o casamento, mas neste caso, o terceiro Afonso soube bem dar a volta ao assunto.

- Terceiro, como tinha acontecido com o seu irmão, voltou a ter de lutar com os espanhóis que voltaram à carga pelo Algarve. Mais haveria mas…

Vamos falar desta última porque, afinal, foi por causa do Algarve que desta vez os espanhóis fizeram birra. Foi o terceiro Afonso que deu a machadada final aos marroquinos no Algarve (segundo se diz porque ainda hoje eles continuam cá). Não que a coisa estivesse a correr mal, tanto é que ele nas férias de verão ainda conseguiria fazer uns quantos filhos à filha do último Alcaide de Faro, que era moçárabe….

Os espanhóis estavam a dar-se mal com Ibiza, com a falta de cruzadas e situações conflituosas, a taxa de ocupação era agora muito baixa. Outras atracções que o foram, deixaram de o ser, para não falar que Pedro “o pedra” estava agora a fazer tijolo debaixo de terra. Uma atracção que tivera noutros tempos, e que fez muito furor, conquistando um mercado muito importante – que é o feminino – tinha sido a contratação de um D. J. de nomeada, pelo “pedra”. Tratava-se, nem mais nem menos, de mais um português que criou o conceito de “REIVE”, juntamente com o “Pedra”. Este D. J. era, na verdade, Dom João De Marco de Canavezes, A quem os espanhóis chamaram de “DON JUAN DI MARCO”. Com o desaparecimento deste, Ibiza afundou-se – não da forma como se afundou Atlântida, mas não deixa de ser um afundanço – sendo novamente suplantada pelo Algarve. Não é totalmente absurdo se dissermos que tal sucesso do turismo algarvio se ficou a deve a um tal de “Cama Rinha”. Não se sabe muito desta personagem mas o que alguns relatos históricos (quase, quase, mas mesmo quase de certeza que são históricos), dizem que era um macho lusitano que conseguia conquistar praças importantes do norte, ou seja, norte de África, seja norte da Europa – ou o norte de qualquer lugar, (uma vez que é sempre melhor do que o sul de qualquer sítio). Diz-se também que as suas “aptências” tinham haver com a língua… e também conseguia pronunciar-se muito bem noutros dialectos. Foi com ele que os ingleses começaram a vir para o Algarve, puxados pelas inglesas. Já que era um excelente intérprete dessa língua. É uma personagem de importância tal para o Algarve que, só não tem estátua no momento porque as inglesas insistiam em pôr-se em cima dela (dela, estátua).

Com isto tudo, os espanhóis não queriam deixar os portugueses ficar com os Algarves todos – deixavam ficar com os algarvios, mas com os Algarves, não! – o Camarinha podia ficar…

O rei português não aceitou, e por causa disto ainda andaram à bulha. O rei português dizia que tinham de ficar com os algarvios; os espanhóis, de forma alguma aceitavam ficar com eles – já os conheciam muito bem… Depois da querela, lá decidiram que, por muito que quisessem o Algarve, o facto de ficarem com os algarvios, deixava-os … (palavra começada por F). Assim, após mais uma reunião secreta, decidiram deixar os Algarves e os algarvios para os portugueses. Foi, afinal, mais um presente envenenado dos espanhóis. Nunca mais o Algarve voltaria a ser o que foi nestes tempos!

Esta decisão não foi propriamente consensual em Portugal, pois muitos eram da opinião que, de forma alguma deveríamos ficar com os algarvios. Esta foi a origem que a designação de Portugal teve por muito tempo – “Reino de Portugal e dos Algarves”.

Muitos espanhóis ainda tiveram problemas de estômago por engolir isto, uma vez que – ainda que percorrida toda a costa sul espanhola, ilhas incluídas, a beleza natural do Algarve só tem comparação na cabeça de dementes. Só que, como não há bela sem o seu senão – acordo era acordo – tinha que haver algarvios no Algarve. Com este acordo, os espanhóis asseguravam VIII séculos (e os que hão-de vir) da supremacia da costa do sol sobre o Algarve.

Pergunto: se isto não é tramóia da boa, então o que é?

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