- Bolas, não ponho título. Não tenho eu feito outra coisa senão pôr títulos. Não faz mal. Não vem grande mal ao mundo.
- Não vem grande mal ao mundo… desvirtualiza-se assim um principio, sem mais nem menos… então o que andei eu aqui a fazer? Aah pois, esqueci-me, esqueci-me; não, isto não vai lá com esquecimentos. Era fácil, não era? Merecias que te enfiasse com um guarda chuva pelo rabo acima e que o abrisse lá dentro.
Não é preciso reagir assim, foi um erro e acabou. Um erro aliás que tu também cometeste…
- FOI UM ERRO? FOI UM ERRO? Tu é que és um erro. Se o teu pai tivesse feito um queijo, nada disto acontecia.
- Estás-me a chatear. Fica praí a falar sozinho.
- olha a besta aah! Vai-me deixar a falar sozinho… Já viram isto? Terei eu estado a fazer outra coisa? Achas que alguém se interessa pelo que tu dizes ainda que dissesses alguma coisa interessante?
- Isso de interessante ou não, depende de quem ouve. O interesse é subjectivo.
- olha-me este merdas, tem a mania que sabe falar!
- Nas sejas mal educado que estou a almoçar enquanto escrevo isto.
- Se tens imaginação para que a ideia de merda te possa estragar o almoço, porque é que não tens imaginação para escreveres qualquer coisa legível?
- Estás a embirrar comigo só porque pus títulos; achas que vale essa confusão toda?
- Isso não vale. Mas tu é que não vales nada. O erro de pôr títulos, ainda vá que não vá, agora a porcaria que escreves?
- Tu és maluco! Vai pró c****h*.
- Eu é que sou maluco e tu é que inventas um monólogo, fingindo ser diálogo… isso já não é dupla personalidade… és esquizofrénico. Tenho que me afastar de ti, isso pega-se.
- puxas-me pela língua para falar e eu phalo. Para haver ½ dúzia de toscos e um atrasado mental (não, não és tu, é o outro), já me custou um microondas, um maço de tabaco, 3 euros de chiclas Gorila, um filme do Nody e uma caixa de preservativos… e achas que sou eu que não sei escrever?
- Pois então, avancemos para bingo. Acho que temos que deixar bem claro o que tu escreves e o que eu escrevo, senão…o que achas que teve mais sucesso? Os textos satírico-políticos ou aquelas tretas sobre sexo e egocentrismos? O que é que achas?
- Tu, se não fosse eu onde estavas? A ter conversas da treta que já ninguém te atura, a ler livros, ver filmes e, sabe-se lá mais o que!
- Antes assim do que ser como tu, um depravado, que tem a mania que é bom. Pensas que as pessoas não notam que essas porcarias que tu escreves são para encapotar a tua panoleirice? Para já não falar naquele transexual… uma vergonha! És um panasca, isso é que tu és. Pensas que és muito homem, mas se não fosse eu, eram só putas e cerveja.
- Se contas isso a alguém eu mato-te.
- A conversa está terminada. Doravante tu assinas as tuas porcarias e eu as minhas.
- Isto não fica por aqui. Só não levas um murro no focinho porque era capaz de me partir o nariz.
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