segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A CULPA É DOS ESPANHÓIS - PARTE III

Ao entrar da puberdade, Riques, que pelo menos nisso herdou os genes do bisavô Fernando o grande (não saindo ao pai no que toca a bergonhas), era possuidor de, digamos, uma grande espada e, como dissemos atrás, desde tenra idade que gostava de andar à espadeirada com as garotas da vizinhança. Se o avanço da ciência coadjuvado pelas “novas verdades históricas” vem dizer que o Riques era um homem pequeno, isso concerteza que não se aplicaria à sua espada que era de tamanho considerável e fazia a delícia da garotada da vizinhança… e não só! Muitos casamentos foram decepados pela sua espada.

Com tanto, por quanto, por tanto e por… amor de Deus?, foi logo desde puto cognominado por conquistador.

ORA BEM! Foi quando chegou a hora de libertar a mar de tantos… e tão poucos afazeres da governação, que num gesto de amor filial, deixou Dona Tareja apenas entregue à cambalhota.

Foi aqui que o avô do Riques sentiu um revés na sua conspiração. Embora preferisse que a filha ficasse no governo do condado, mantendo entretidos os bravos lusitanos, via no neto a mesma paixão pela cambalhota da mãe; mais… conhecida que era a qualidade do vinho produzido no condado, Afonso (avô) sabia pelos seus serviços secretos (e pela central de escutas europeias – C.E.E.) das pielas do neto nas farras com os amigos “caballeros”

Abrindo um parêntesis na estória, dizem alguns historiadores de taberna que o avô Afonso propôs ao neto um acordo secreto (sem, contudo, lhe dar a conhecer a tramóia) quando este andava com ideias de ser rei. Não sendo segredo é, concerteza, desconhecido do grande público qual o verdadeiro motor da economia da altura. Embora fossem de grande importância económica as trocas comerciais com os mouros e os árabes, o que sustentava a economia da península (em especial dos reinos de Leão e Castela) era a produção de vinho do condado de PORTUCALE.

Diga-se em abono da verdade, que foram os mouros os primeiros a misturar o vinho de qualidade produzido na região com a aguardente refinada, mistura essa que mais tarde – século XVIII - viria a ficar conhecida por VINHO DO PORTO, devendo este epíteto aos bretões – mas nunca – jamais – a própria criação do vinho!

A maior parte da produção era exportada para as Américas - pela maior empresa de navegação da altura, a Biquingue, (que se supõe, dada a origem dos documentos históricos, que seja a famosa Viking), e para as Índias, transportado pelos mercadores venezianos e distribuído pela cadeia de hipermercados denominada de Prestes João. Belmiro de Azevedo teima a pés juntos – e separados também – ser dele descendente.

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