Fernando de Léon e Castilla, também chamado de “o magno” ou em português “o grande” (designação que, vá-se lá saber porquê, a história atribui a origem aos eunucos), deu-lhe na cabeça – apesar de todos os conselheiros o desaconselharem [como é que um conselheiro desaconselha? Um conselheiro deve aconselhar, o desaconselhamento deve estar a cargo de um desaconselheiro], Fernando o grande conquistou mesmo Viseu e Coimbra ao agora inimigo mouro.
Pois, viu logo a porcaria que tinha feito. Aqueles tipos que ali habitavam e que tão sossegados andavam desde que Viriato tinha imigrado para o Brasil (haa pois é), e foi-lhes despertar a libido. Viu logo que estava perante um povo sem paralelo na história mundial … e arredores!
Aqui é que ele deu com os burros na água. Fernando finava-se pouco depois, de traumatismo craniano (de tanto bater com a cabeça nas paredes do castelo), não antes de dar início ao tão maquiavélico plano de controlar os lusitanos. Diz-se que, Maquiavel, mais tarde, ao escrever “o príncipe” foi buscar ideias a esta tramóia.
Após este episódio, Afonso VI leva a cabo as congeminações do pai. Manda chamar de França D. Henrique, o das Bergonhas, para casar com sua filha Dona Tareja. Para onde os mandou? Para Portucale, claro. Para onde haveria de ser?
Embora nem tudo tive corrido em conformidade com os planos do monarca, a verdade é que ajudados pela alea, no fim, tudo acabou por dar certo.
Henrique das Bergonhas, ora com os mouros, ora nas cruzadas – ora depois no caixão – não geria coisíssima nenhuma. Quando este resolveu dar a moeda ao barqueiro, o (seu) filho Afonso (por parte do avô), Henriques (por parte do marido da mãe), ainda só tinha 3 anos – e faltava a todas as aulas teóricas e práticas, de como governar um condado - foi a Dona Tareja a quem coube a tarefa de governar o condado (com a ajuda dos seus amigos).
Riques, assim chamado pela mãe divertia-se a andar à “espadeirada” com as vizinhas do castelo. Dona Tareja, por sua vez, do que gostava era da brincadeira e da cambalhota.
Sem saber como e porquê, Riques cumpriu os intentos do avô. Como?
Passarei a explicar:
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