
Hoje, no suplemento desportivo do correio da manhã pode ler-se”se os jogos tivessem só uma parte, o Sporting lutava para não descer” ou “com o apito a soar aos 75 minutos o F C Porto era o Líder do campeonato”. Extraordinário não é?
Fiquei muito sensibilizado com este género de jornalismo! Falhou neste “jornalismo de investigação” dizer que, se um jogo de futebol tivesse 5 minutos, a Académica de Coimbra era a melhor equipa nacional; mais… se o título de campeão nacional fosse atribuído a quem marca golos entre o minuto 36 e o minuto 37 o campeão nacional era… pasmem-se… o … Benfica! Imagine-se… não que isso fique por aqui, porque se, em vez de ser ao minuto 36 fosse ao minuto 37, o vencedor era… Clube de Desporto e Recreio de Moimenta da Beira.
Gostei de ler tal reportagem mas poderia ter mais rigor jornalístico, mais “investigação”, do género da que eu fiz para escrever o que lêem. Não é para me gabar mas, em analisei todas as competições nacionais desde 1498 (descoberta do caminho marítimo para a índia – sem relevância para o período de 1580 – 1640 – período em que os campeonato nacionais realizavam-se juntamente com os espanhóis). Aqui se inclui o campeonato nacional de bilhar de bolso que teve inicio a 23 de Maio de 1755, com a comemoração dos 923 anos no nascimento de Cristo e dos 200 anos do foral de “Vilar de Testículos”, concedido por D. Afonso Henriques (acho eu).
Exceptuam-se aqui as competições nacionais de corrida de sacos antes de 1722 por ser totalmente dominada por brasileiros.
E tudo isto enquanto almoçava!
Não é por nada mas se este método de investigação fosse mais utilizado (dado o seu rigor) já se saberia onde estava a Maddie e… o Rei de Portugal seria D. Sebastião (e arredores). Se bem que se viria a descobrir que a Tia Anica não era de Loulé mas sim de um qualquer Off shore da América central onde haja isenção fiscal para a procriação medicamente assistida de pepinos.
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