quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Ao olhar de relance para uma notícia, que dava conta da insolvência da tão conceituada e dinâmica Aerosoles, resolvi deitar mãos à obra, mais uma vez enquanto almoçava, e investigar (profundamente) a origem desta tradição portuguesa relacionada com o calçado.

Para provar a pertinência da questão, e dirigindo-me em especial aos riodadenses, lembro-os que, embora o povo seja pequeno em tamanho, é magno em atitude, rivalizavam em tempos 4 ateliers de calçado. Tal como o país, também Riodades está nas lonas nesse capítulo.

A minha investigação levou-me a tempos remotos, ao início da nossa era e do império romano que o nosso lusitano canto era parte integrante.

Abreviando a estória, pensa-se que Judas não se finou na Judeia, pendurado num galho e ensombrado por 30 moedas. Não! A relação entre Judas e Portugal é mais estreita e posterior (note-se que as 30 moedas encontram-se na bandeira de Portugal).

Foi por estes lados que o famigerado apóstolo vagueou no século I e, segundo a minha investigação apurou, aqui deixou as botas! Não consegui ter a certeza se perdidas mas, dando fé à voz popular, foi aqui que perdeu as botas! Tal deu início à indústria do calçado lusitana, que se especializou a fazer sandálias para todo o império romano.

Judas nõ acabou os seus dias por estas bandas, foi bater as botas (outras que não aquelas que deixou por cá), muito longe – não se sabe bem ao certo – mas numa terra conhecida pela parte posterior de Judas.

Se o incremento de tal indústria se deve ao apóstolo, a quem se deve a sua ruína? Culpar o mestre de Platão é demasiado redutor. Sócrates não possui culpa para além de ser detentor de uma filosofia arcaica, deixando muito a desejar ao conceito moderno de democracia…

O fim da hora de almoço impediu a minha investigação histórica de chegar a bom porto, deixo-vos tirar as vossas próprias conclusões…

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